Dirigindo

Dirigindo na Flórida – parte 3: Estacionando, abastecendo e devolvendo o carro

Bom, esta é a última parte da série “Dirigindo na Flórida”, com as últimas das coisas diferentes ou “armadilhas” que você poderá enfrentar quando for passear na Flórida: estacionar seu carro com uso do parquímetro, abastecer em posto de combustível e devolver o veículo na locadora. Não há muitos segredos, mas a leitura é importante para evitar “micos de primeira viagem”:

9. Estacionando com parquímetro: O parquímetro é uma máquina para automatizar a arrecadação de taxas de estacionamento em áreas urbanas. No Brasil, isso é conhecido como “Zona Azul” e há cidades que também possuem este equipamento. Por desconhecer como funcionava, deixamos de parar para conhecer a Ocean Drive, em Miami Beach, porém no dia seguinte em lugar menos movimentado, pudemos constatar que é bastante simples e intuitivo operá-lo. É só seguir os passos estampados na própria máquina:

9.1 – Insira notas, moedas ou cartão de crédito: quando você insere moedas (meu caso), o visor vai informando automaticamente qual o horário limite do período. No caso de notas ou cartão, você deve controlar este tempo pressionando os botões azuis (+) para adicionar tempo manualmente ou (MAX) para pagar o valor pelo período máximo.

9.2 – Aperte o botão verde: quando tiver concluído a seleção de valor ou inserido suas moedas, aperte este botão para que o ticket seja impresso

9.3 – Pegue seu ticket

9.4 – Coloque o ticket dentro do carro, em área visível pelo pára-brisa. Simples assim. Seu carro está estacionado regularmente até o horário do ticket.

10) Abastecendo nos Estados Unidos: Mais uma vez, as cenas de filmes voltam à memória na hora de abastecer o carro. Nos Estados Unidos, o sistema de abastecimento é self-service, ou seja, não há frentista. Lendo em blogs de viagem, descobri que existe o sistema Full Service, operado por um frentista, porém você paga pelo serviço, além do preço da própria gasolina. Abastecer o carro sozinho não é difícil, mas trabalhoso da primeira vez. Segue um passo a passo:

10.1 – Estacione seu carro ao lado da bomba e desligue-o. Certifique-se de que você parou com o lado da abertura do tanque próximo à bomba. Retire a chave do contato e leve-a com você (não será legal trancar o carro com a chave dentro)

10.2 – Abra a tampa do tanque: em alguns carros, você não vai fazer isso com a chave, mas com algum botão ou alavanca no painel ou próximo à porta do motorista, por exemplo. Faça isso antes de ativar a bomba (talvez você perca um pouco de tempo da primeira vez, como nós com a abertura do Mazda 5, que é uma alavanca ao lado da porta do motorista)

10.3 – Memorize o número da sua bomba: Você vai precisar dessa informação para pagar e ativá-la. Cuidado para não pegar número da bomba errada, você pode perder seu $$$ na hora de informar o abastecimento.

10.4 – Escolha a forma de pagamento e ative a bomba: caso vá pagar com cartão de crédito, você poderá fazer a operação na própria bomba, se pagar em dinheiro deverá ir à loja de conveniência. Quer uma dica? Vá até a loja, mesmo pagando em cartão… Na viagem, nós pagamos todas as vezes em dinheiro. Na loja, solicite ao atendente o valor e a bomba (aquela cujo número você decorou) “Please, 30 dollars, pump 4”, por exemplo. Caso queira completar (“Fill”) avise ao funcionário antes para que ele possa te dar troco depois (se for o caso de você pagar em dinheiro). Ele vai te perguntar  o tipo da gasolina, sugiro a “Regular”, mais barata (Gasolina Comum). O funcionário irá destravar a bomba

10.5 – Abasteça o carro: Coloque a bomba no tanque e puxe o gatilho até travar. A bomba vai funcionar até o tanque encher ou chegar ao valor que você solicitou. Quando ela parar, retire e guarde o gatilho no local. Importante: não fume ou use celular no posto! 😉

10.6 – Feche o tanque: isso é realmente importante, especialmente para nós que não estamos acostumados a lidar com essa atividade! Cuidado para não causar acidentes ou desperdícios no caminho

Depois disso, volte à loja caso tenha abastecido no cartão ou tenha troco para receber e a tarefa estará concluída! Para mais informações, veja mais 2 guias ilustrados nos seguintes blogs: Vivendo nos EUA e Viajando para Orlando. Agora, por último, mas não menos importante:

11) Devolvendo o carro na locadora: É uma tarefa bem simples, você chega com o carro na área de devolução do aeroporto (Rental Car Center / Rental Return). Localizando a sua locadora, você estaciona o carro no local demarcado, entrega os documentos ao funcionários, ele fará a vistoria e emitirá o recibo ali na hora. Pelo menos no caso da Hertz, não tive nem que passar pelo balcão de check-in, já estava liberado na hora. Como você precisa entregar o carro com tanque cheio, há uma série de postos próximos à área de devolução do aeroporto, porém nesses postos você vai pagar mais caro (não é só no Brasil que o povo é esperto). Minha dica é: quando você ver que falta pouco para chegar, encontre um posto e complete o tanque. O trajeto não será suficiente para gastar tanto combustível assim. No meu caso, eu abasteci em um posto BP a 2 quadras do aeroporto de Miami e paguei o preço normal. Se fosse abastecer lá próximo ou comprar o combustível na locadora, iria pagar bem mais caro.

Bom, este é o fim da série sobre dirigir na Flórida, espero que você lembre-se dessas dicas e tenha uma boa viagem!

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Dirigindo na Flórida – parte 2: Pé na estrada

Continuando as dicas do post anterior, é hora de pegar a estrada! O trecho que fizemos em estrada foi de Miami a Orlando. Como sabíamos que seria uma longa viagem (234 milhas – cerca de 380 km), resolvemos otimizar com o passeio ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, no meio da viagem. Este passeio será tema de um dos próximos posts.

Saímos de Miami às 6:00h da manhã para chegarmos ao Kennedy Space Center perto das 10:00h, com direito a 2 paradas no caminho. Aí está o mapa do itinerário dessa viagem:

Como é possível perceber pela estimativa do Google Maps, não é uma viagem curta, mas também não tem muitos segredos não, levando-se em conta a estrutura viária norte-americana e os itens que mencionei no post anterior (carro automático com GPS). Vamos às dicas:

5. Esteja descansado e/ou divida o volante: 4 horas de viagem, um carrão automático, ar condicionado, piloto automático, estrada perfeita, nenhuma subida ou descida e poucas curvas. Pra quem está acostumado às estradas “com emoção” do Brasil, isso na verdade é um grande tédio. E é aí que mora o perigo!  São muitas milhas sem ter absolutamente nada pra fazer, então pense bem nisso antes de pegar a estrada: descanse bem na noite anterior, programe paradas no caminho e reveze ao volante (é importante ter cadastrado motoristas adicionais oficialmente na hora do aluguel do carro e estes portarem CNH na validade)

6. Respeite os limites de velocidade: a cada trecho da estrada, existem placas informando os limites de velocidade. Eu lembro de ter visto placas de 55 a 75 milhas por hora (mph). O GPS que estávamos também trazia a informação de velocidade máxima, à medida que sofria alterações. Como eu não tinha a menor ideia de onde estavam espalhados os radares por lá e também não estava disposto a ter surpresas desagradáveis no meu cartão de crédito no retorno, respeitei todas as placas de limite de velocidade e recomendo! 😉

7. Pagando pedágio – Toll: como eu disse no post anterior, desative a opção “rotas sem pedágios” do seu GPS quando pegar a estrada. É capaz de existir um caminho para ir de Miami a Orlando sem pedágios, mas você vai demorar muito, mas MUITO mais tempo pra chegar, recomendo pegar a estrada pedagiada mesmo. Existem praças de pedágio nos Estados Unidos exatamente iguais às daqui, onde você pára, paga em dinheiro ao atendente e sai. Porém, na estrada Miami-Orlando, existe um pedágio em que você paga por milha rodada. É bem interessante o sistema: quando você entra na estrada, existe um pedágio onde você pega um ticket informando data, hora e local. Quando você sair da estrada, existe outro pedágio, você entrega este ticket e o atendente calcula o valor a ser pago.

Importante 1: Tenha dólares em espécie para os pedágios (nunca é demais lembrar…). Não me lembro exatamente o valor dos pedágios, mas tenha pelo menos uns $40,00 reservados para a viagem.
Importante 2: Existe uma opção de cobrança automática chamada Sunpass. Quando viajei para lá (abr/12), era tão opcional quanto o Sem Parar daqui, ou seja, existiam cabines exclusivas para os usuários de Sunpass e outras de cobrança manual. Porém, há lugares em que não há mais cabines de cobrança manual, caso você não tenha o serviço ativado, seu carro será multado quando passar no pedágio. Informe-se com a agência de viagem ou com a locadora de carros: todas oferecem esta opção. Veja mais no site do Sunpass.

 

8. Enjoy the ride! Esse post não se limita às dicas “chatas, porém necessárias”. Veja um pouco do que você pode encontrar nessa viagem e aproveite com segurança!

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Dirigindo na Flórida – parte 1: itens básicos

Se tem uma coisa que não dá pra abrir mão em uma viagem à Flórida, é o carro. Seja pelas longas distâncias e pelas próprias atrações do local, o automóvel é bem de primeira necessidade (talvez esteja justificado aí essa parte do tal do ‘American way of life‘).

Bom, para dirigir nos Estados Unidos, não é obrigatório reaprender tudo o que você já sabe, mas há que se prestar atenção a alguns pontos. Vamos lá:

1. Carteira de Habilitação: Como a lei americana de trânsito é estadual, nem todos os estados exigem carteira de habilitação internacional. Na Flórida, você pode dirigir com a sua CNH brasileira, desde que dentro da validade.

2. O aluguel do carro: Nós fizemos todo o trâmite de locação do carro por aqui, na verdade o carro estava incluso no pacote que fizemos com a agência. Só fizemos na hora um upgrade para uma mini van, para poder caber 4 pessoas e mais as malas. No final, ficamos com um Mazda 5. É importante saber que você vai dirigir um carrão, mesmo se ficar com um modelo básico: todos eles têm ar condicionado e câmbio automático, por exemplo (mas é sempre bom checar antes). Como escolher uma locadora? Acho que é importante ir nas opções mais conhecidas, como Avis, Hertz, Alamo, Budget… Por exemplo, a nossa locação foi na Hertz. Importante: você vai precisar de um cartão de crédito internacional para poder retirar o carro! O valor devido será bloqueado no cartão e debitado quando você devolver o carro. Cartão de débito (Cash passport ou similar) não é aceito para esta finalidade!

Importante: informe-se sobre a possibilidade de incluir motoristas adicionais. Em algumas categorias de aluguel, não há custo adicional e revezar no volante é providencial, já que você vai ter que dirigir MUITO durante a viagem. Por exemplo, em 10 dias nós dirigimos 1.100 milhas no total (quase 1.800 km)

3. GPS = item de primeira necessidade: não se atreva a sair na rua sem ele (a menos que você queira um passeio “com emoção”). Eu, pelo menos, não consegui entender a lógica das ruas daquele lugar, e já que tecnologia existe e está acessível, por que não? Como o preço de compra de um GPS lá é equivalente ao excedente que as locadoras cobram por uma semana, eu sugiro a compra (não vão faltar opções e lojas pra isso). Imprima um mapa do Google do aeroporto até o shopping mais próximo e não perca tempo! Se você não for usar depois, ainda pode vender por aqui 😉

Quando estiver na cidade, configure o GPS para te dar os caminhos sem pedágios e taxas. Existem uma série de pedágios urbanos (em Miami, pelo menos), mas existe a opção de evitá-los. Você precisará rodar mais, mas vale a pena. Já na estrada, configure a opção do caminho pelas vias expressas e desabilite a opção “toll free”, ou você vai perder preciosas HORAS pra ir de uma cidade a outra.

4. Milhas versus quilômetros: lá vem o bom e velho sistema de medidas americano de novo… É assim: 1 milha = 1,6 quilômetro, 1 pé (ft) = 30 centímetros. Use isso somente como referência, mas tente não converter os valores das placas ou do GPS para o sistema métrico enquanto estiver dirigindo, ou isso vai te deixar maluco! Procure tentar se adaptar ao sistema deles, afinal todos os sinais de trânsito estarão fixados no sistema local (e no primeiro dia no volante você já vai ficar acostumado ao sistema).

No próximo post, mais detalhes sobre dirigir na Flórida. Até mais!

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